Num fórum num portal da Bayer para doentes com esclerose múltipla - os que tomavam o Betaferon - alguém perguntou se não seria melhor passar sem medicação. Mais do que uma pergunta, foi uma sugestão que gerou alguma conversa. A ideia pareceu-me interessante. Se não fosse perturbado por nada nem ninguém, era melhor, sim, porque os efeitos adversos eram pesados. Depois foi só saber por um médico neurologista, num vídeo de um congresso de uma das associações de doentes com esclerose múltipla que o Betaferon era para prevenir surtos e de outro médico neurologista, o Dr. Cícero Coimbra, já na entrevista completa, em vídeo, que alguém divulgou no fórum, que o Betaferon não fazia nada e que até podia fazer mal. Foi assim que abandonei este medicamento. Depois, no mesmo fórum, alguém explicou como era o tratamento do Dr. Cícero Coimbra. A informação que deu não era má, embora incompleta era segura. E eu podia seguir aquelas orientações. Comecei à procura de onde comprar a vitamina D e os outro...
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A mostrar mensagens de maio, 2021
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Quando a ponte de Entre-os-Rios caiu, eu estava em casa com uma depressão e um atestado médico psiquiátrico. Para mim foi fácil estabelecer uma relação de causa e efeioto entre o assédio moral que me foi movido na câmara municipal Castelo de Paiva por um assassino ou cúmplice de assassinos e a depressão. Comecei a perceber que com a esclerose múltipla se passava a mesma coisa após o acidente com a enfermeira mais nova. E sobre isto fiquei mais esclarecido quando no Google agarrei uma transcrição de uma entrevista do Dr. Cícero Coimbra em que ele dizia que os surtos ou a exarcebação de sintomas na esclerose múltipla ocorria duas semanas após um trauma emocional. Ainda antes de procurar um neurologista eu tinha feito um tratamento por bio-ressonância. Uma vez a terapeuta apresentou-me uma lista de traumas identificados por datas. As datas mais recentes correspondiam à minha aposentação compulsiva e à ameaça de estrangulamento por parte do assassino seguida da instauração do processo...
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Abandonei a fisioterapia por vários motivos. Eu não me estava a sentir bem com ela. Com ela eu só ficava mais cansado. (Durante os dois anos seguintes ao diagnóstico em que eu fiz tratamento convencional, não se verificou qualquer reversão de sintomas. Pelo contrário, estes agravaram-se um pouco.) Não foi a Dr.ª Joana Guimarães que me recomendou a fisioterapia, foi a enfermeira velha, mas ela teve conhecimento que eu a fazia e não a reprovou e depois de eu a abandonar ainda me sugeriu que eu fizesse natação. A Dr.ª, pese embora me visse regularmente, não sabia mesmo como eu estava. E era em certo sentido a pessoa mais avalizada para informar sobre a minha saúde. Não sei se teve algum contacto com o médico fisiatra da clínica de fisioterapia. Este também me quis impingir um medicamento, possivelmente o mesmo, para a espasticidade. Uma vez pôs-se a explicar-me como era a esclerose múltipla, mas só me explicou o que era a esclerose múltipla remitente recorrente (que eu já não tinha)....
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Na consulta anterior tinha-lhe dito que sabia o que eram surtos, já os tinha tido e há muito não os tinha mais. Ela prontificou-se para me trocar o medicamento. Eu não me mostrei interessado. Já sabia que não havia medicamentos para mim. O novo medicamento que ela sugeriu que eu tomasse era um medicamento experimental, ainda não aprovado, mais tarde, em alguns países, foi aprovado, mas não para a fase da doença que eu já tinha. E como soube depois da boca de quem o experimentou, os seus resultados não eram nenhuns. Poucas semanas depois parei de tomar o Betaferon. Na última consulta não me falou em mais nenhum medicamento e só me agendou novos exames que depois eu não fiz. Não vi nenhum interesse em repetir exames que, segundo a Dr.ª, diziam que eu estava bem (e se não estava melhor era porque já não havia nada a fazer) quando eu não me sentia nem bem nem melhor. Exames com que a Dr.ª, na minha presença, se entretinha com as alunas, mas que a uma pergunta minha sobre os mesmos respondi...
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"O medicamento não lhe fez mal nenhum." Disse-me a Dr.ª. Fez. Enquanto o tomei, fez. Sabia-se que ia fazer. E pode ter sido responsável pelo agravamento da minha incapacidade que se verificou durante o tempo que o tomei. Segundo palavras que ouvi ao Dr. Cícero Coimbra. (Se ainda não falei nele, irei falar mais adiante.) (Isto é para não dizerem que eu que não sou médico, estou a inventar.) E enquanto o tomei, não tomei outra coisa qualquer que me poderia ter feito melhor. E é certo que a Dr.ª Joana Guimarães não me saberia prescrever nada melhor. Nem me reencaminhar para alguém que o fizesse. Alguns problemas que mencionei anteriormente eu já tinha resolvido. Com alguma ajuda de um terapeuta complementar. Para a insónia troquei o Lexotan por infusões de ervas ou por comprimidos feitos a partir das mesmas. Para a obstipação comecei a usar bicarbonato de sódio. E para a emergência urinária, uma agulha de acupunctura em um minuto resolveu-me o problema. Uma vez contei à Dr.ª q...
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O medicamento tinha efeitos adversos correntes de tipo gripal. (Efeitos adversos correntes são efeitos adversos que, pelo menos uma pessoa em cada dez, tem.) A enfermeira - já falei nela, a enfermeira mais velha - recomendou-me que, sempre que tomasse o medicamento, tomasse também um Benuron e um Nimesulida. Eu mostrei resistência a acatar a recomendação, mas ela insistiu muito. "Pelo menos tome sempre um Benuron." E eu acabei por tomar sempre os dois porque sempre me vi ameaçado pelos tais efeitos adversos de tipo gripal e uma vez até cheguei a ter 38,5 de febre. Mas o medicamento tinha outros efeitos adversos correntes. A enfermeira também me disse que eu me ia sentir pior com ele. (Não me disse que eu me podia sentir pior com ele! Disse-me que eu IA!) "Então porque é que eu o vou tomar?!" "Para não ficar pior!" A lista de efeitos adversos que eu tive é comprida. Falta de equilíbrio! (Lembram-se do que eu já disse sobre a falta de equilíbrio?) Espastici...
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Ontem telefonaram-me. Da "vacina"! Era para marcar a minha "vacinação"! A senhora que me ligou NÃO ME PERGUNTOU se eu QUERIA ou NÃO QUERIA me "vacinar". Atalhei logo: "Eu náo me vou "vacinar"". Para não parecer muito rude acrescentei: "Sou uma pessoa doente e o meu médico não me recomenda a "vacina"". Disse-me que ia tomar nota! E eu deliguei o telefone com uma "Uma boa noite para si".
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"Este senhor tem problemas psicológicos." Disse a Dr.ª Joana Guimarães para a enfermeira. Não me recomendou que consultasse um psiquiatra ou um psicólogo. Aliás, anos antes, durante alguns anos, consultei um psiquiatra e tinha dele um diagnóstico de depressão. Depressão que é, aprendi mais tarde, sintoma de esclerose múltipla. Eu tinha esclerose múltipla havia 30 anos. Todos os doentes com esclerose múltipla têm "problemas psicológicos". Os sintomas são disparados por um trauma emocional. E por trás do trauma há uma agressão. Que pode ser "só" psicológica. Eu não sabia ainda da relação entre esclerose múltipla e depressão e por isso ainda não tinha falado da minha depressão à Dr.ª Joana Guimarães. É verdade que os "problemas psicológicos" costumam ser invocados pelos médicos na falta de melhor diagnóstico. Mas isto foi dito numa conversa de corredor. Na mesma altura que me disse que eu tinha mesmo esclerose múltipla. E foi dito da mesma forma q...