Bastava a Dr.ª Joana Guimarães ter-me dito qualquer coisa como "vai tomar este medicamento para controlar os seus surtos" e ter-me permitido que lhe perguntasse "o que são surtos" e me explicasse de seguida o que eles são e eu ter-lhe-ia dito logo que já não tinha surtos que foi o que lhe disse ano e meio mais tarde. "Eu sei o que são surtos, já os tive e já não os tenho mais." E ela entendeu muito bem o que eu disse e o que quis dizer. E prontificou-se a suspender o medicamento que me tinha prescrito.
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A mostrar mensagens de abril, 2021
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Meses mais tarde, a Dr.ª Joana Guimarães informou-me, sem qualquer cerimónia, num corredor do hospital, que os exames tinham confirmado que eu tinha esclerose múltipla e que ela já tinha prescrito o medicamento que eu havia de tomar. Não houve da parte dela nenhuma palavra sobre a doença diagnosticada ou sobre o medicamento prescrito. E eu também não sabia nada sobre um e outro para lhe opor fosse o que fosse. Mas isso não me impediu, logo na minha primeira consulta de neurologia, de descrever os meus sintomas ao longo de 20 anos de forma que era claro que havia anos que já náo tinha esclerose múltipla remitente recorrente, mas esclerose múltipla progressiva secundária para tratamento da qual o medicamento prescrito não era indicado. Claro que a minha primeira consulta de neurologia não foi com a Dr.ª Joana Guimarães, foi marcada com o Dr. António Vilarinho e não sei se foi feita com ele.
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Não fui eu que marquei a minha primeira consulta na clínica de neuro-cirurgia, mas foi melhor que a clínica fosse de neuro-cirurgia do que de ortopedia e eles aceitaram fazer uma primeira consulta de neurologia que era o que eu precisava. Não tenho nada a dizer da minha primeira consulta de neurologia. De mal, subentenda-se. Quem me atendeu foi bastante neutro, não se deteve em nada surpéfluo e, no fim, mandou-me fazer o exame certo. A segunda já fui eu e foi a consequência da primeira. Era suposto voltar lá com o exame. Pelo menos não me foi dito para não voltar lá ou para levar o exame a outro lado. Ora, para levar o exame a outro lado foi o que me foi dito na segunda consulta, sendo o outro lado o médico de família a quem eu nunca fui, e sem me explicarem porque é que eu tinha ainda que ir a um clínico geral - dois anos tinham ido a um clínico geral e ele achou que eu era hipocondríaco - já que a doença era neurológica e eu devia fazer mais exames num hospital. Se era para ir a outr...
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A minha primeira consulta com a Dr.ª Joana Guimarães foi na clínica de neuro-cirurgia do Dr. Rui Vaz. Foi a minha terceira consulta de neurologia nesta clínica. "Já percebeu que esta é uma clínica de neuro-cirurgia, não de neurologia?!" Disse-me isto com extrema severidade. E a consulta foi isto. No fim, marcou-me a consulta seguinte no Hospital de S. João. A consulta seguinte não foi bem uma consulta, foi mais um exame. Punção lombar, chama-se o exame. Tudo pronto para a punção e atira-me um "Dispa-se!" Em silêncio olhei para ela. Não me disse nada. A enfermeira, ao seu lado, diz-me: "Não precisa despir-se todo, basta descobrir as costas". Se tivesse sido só isto não o estava agora aqui a contar.
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Ainda não apresentei queixa da Dr.ª Joana Guimarães e do Dr. Joaquim Pinheiro. Foram estes os dois médicos neurologistas que me agrediram. Eu prefiro dizer "agressão" em vez de "assédio moral". Assédio moral é terrorismo psicológico. É agressão psicológica. "Ainda"! Talvez ainda apresente. Para já ficam aqui os nomes dos dois. Hei-de falar mais deles. Conheci a Dr.ª Joana Guimarães na clínica de neuro-cirurgia do Dr. Rui Vaz e depois no Hospital de São João, no Porto, e o Dr. Joaquim Pinheiro, no Hospital Santos Silva, em Vila Nova de Gaia. Ao Dr. José Manuel Lopes Lima eu não fiz queixa dos seus colegas. Ao Dr. José Manuel Lopes Lima eu expliquei porque é que não estava a ser acompanhado. E eu acho grave a agressão de que fui alvo por parte dos seus colegas. Por ter sido uma agressão continuada. Por a agressão da Dr.ª Joana Guimarães ter sido uma agressão continuada. Por a agressão do Dr. Joaquim Pinheiro ter sido outra agressão continuada. Por a agressão...
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Entro no Facebook e deparo-me com esta notificação: " Removemos conteúdos do grupo Fosfoetanolamina Sintética - Alternativas porque... " Clico em cima e sou encaminhado para a seguinte mensagem. Tem um título: " Qualidade do grupo ". E um corpo: " Queremos ajudar-te a manter o teu grupo em segurança. A Qualidade do grupo avisa-te caso os conteúdos do teu grupo desrespeitem as políticas do Facebook, o que fizemos em relação a esses conteúdos e o que podes fazer. " Não sei que "conteúdos" removeram. O Facebook está assim. .
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A "comprovação científica" não me faz falta nenhuma. O dinheiro está-me a fazer alguma falta para me tratar e curar. Nem é o que parece ser. Tanta coisa que há com comprovação científica e que, no entanto, não tem a "comprovação científica" deles. É algo muito específico. Uma burocracia. Quando até há comprovação científica, uma redundância. Supérflua. Não ética, Supérflua, não interessa ao negócio. Mas é não ética. É com base nesta "comprovação científica" que se recusa tratar e curar. Por vezes até há a tal "comprovação científica" deles e eles dizem que não há (ou não tem) "comprovação científica". Percebi que os melhores tratamentos não têm "comprovação científica". Os melhores de todos não são sequer "científicos". "Comprovação científica" é uma grosseria. É negação de tratamento e cura. O medicamento que eu tomei tinha "comprovação científica". Mas não para Esclerose Múltipla Progressiva Se...
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Há dois anos fui ao médico. Foi a última vez que fui ao médico. A um médico convencional! Precisava de um atestado médico e só os médicos convencionais estão autorizados a passar atestados médicos. Precisava de um atestado médico actualizado - disseram-me que tinha que ser actualizado - para pedir ao delegado de saúde (que também é médico) um atestado médico de incapacidade multiusos para apresentar nas finanças. Preparei esta ida ao médico com cuidado. Pus de parte os exames que já tinha feito para levar. Pedi relatórios nos dois hospitais onde tinha sido acompanhado. Marquei a consulta com um médico da especialidade que trata a minha doença. Com um médico neurologista. Um médico que uma amiga da família me tinha recomendado. Pensei se não seria excessivo ir a esse médico só por causa de um atestado médico. Mas não sabia de nenhum outro. E achei até conveniente para não ter atritos desnecessários com um outro qualquer. Eu só queria um atestado. Então no dia e à hora marcado...
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Estou a apanhar publicidade demasiado longa em vídeos guardados no YouTube. Não há maneira de a evitar. Posso tirar o som, mas se quero mesmo ver o vídeo tenho que deixar correr a publicidade até ao fim. Enquanto ela corre posso entreter-me com alguma outra coisa, sim. Esta manhã apanhei um publicitário mesmo longo e não cheguei a perceber o que ele vendia. Agora mesmo apanhei uma mãe que é cuidadora informal da filha que tem Esclerose Múltipla. Uma mãe nova, uma filha decerto mais nova ainda. E é um publicitário e não há maneira de deixar um comentário para dizer à mãe que a Esclerose Múltipla tem cura. Claro que a filha (já) é acompanhada por um médico e "os médicos é que sabem". Pois a verdade é que no caso da Esclerose Múltipla os médicos "não sabem, não querem saber e têm raiva de quem sabe". Eu tive um diagnóstico muito tarde. Não tenho achado que isso tenha sido mau. Tive o meu primeiro surto oito antes das Bayer ter lançado no mercado o primeiro imuno-modul...
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A "pandemia". Sim, eu escrevo "pandemia" com aspas. Desde o princípio tenho estado a ver até onde a palhaçada vai. Vai muito longe se ninguém fizer nada. O que me assusta mais é a estupidez (ou a inteligência) das pessoas. Mesmo não saindo de casa, no ano passado tive qualquer coisa. É possível que tenha apanhado o vírus de que se fala. Tratei-me com o que me trato. O que uso para a Esclerose Múltipla também é bom para as constipações, as gripes e isto não é (ou não era) senão mais uma gripe. Como é habitual desde que tomei nas minhas mãos o tratamento da minha doença, este ano não tive nada.
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A minha doença chama-se Esclerose Múltipla. Tem cura, mas eu ainda não estou curado e a cura também não é feita com a medicina convencional. Para a medicina convencional a minha doença não tem cura. Para a medicina convencional a minha doença é uma doença crónica. Para ser mais preciso devo dizer que tenho Esclerose Múltipla Progressiva Secundária. Para a medicina convencional esta forma da doença sequer tem tratamento. Para a medicina convencional a minha doença, além de crónica, é degenerativa e incapacitante e eu, neste momento, estou com uma incapacidade de 70%. Há anos que não saio à rua. Não faço as minhas compras. Uma vez por semana trazem-mas a casa e tiram-me também o lixo de casa.
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Entre os rios, entre os rios - Entre-os-Rios - entre ambos os rios... Não podia ser entreosrios.blogspot.com e então experimentei entreambososrios.blogspot.com e já podia. Também há um lugar chamado Entre Ambos-os-Rios. Em 2004 quiz fazer um blog e já lhe dei este nome. Não consegui. Acho que posso dizer que foi a doença, a fadiga da doença, que não me deixou. Na altura ainda não me tinham diagnosticado a minha doença. Na altura consultava regularmente um psiquiatra que me tinha confirmado que eu tinha uma depressão. Eu de facto achava-me deprimido, mas a depressão era já um sintoma da minha doença. Entre os rios era (muito) a Ponte Hintze Ribeiro, em Entre-os-Rios. Quando a ponte caiu havia um mês que eu estava em casa com um atestado médico psiquiátrico e a tomar um anti-depressivo. Antes, tinha passado nela a última vez já sabendo que não ia voltar tão cedo a Castelo de Paiva. Eu trabalhava em Castelo de Paiva. Trabalhava na câmara municipal. Havia já muito tempo que era alvo de ass...
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Disseram-me hoje que não me iam deixar publicar nada no Facebook durante 1 mês. Interessa pouco o motivo alegado. Escrevi "monte de *****" e eles leram "monte de merda". Mais do que covideiro, o Facebook é coronagolpista e eu sou negacionista. Eles dizem que eu sou negacionista. o Facebook está mais insuportável do que nunca. Estou lá há talvez 10 anos. Desde cedo percebi que o Facebook assediava moralmente os membros da comunidade e suspeitei que não era bem o Facebook que assediava, mas a Polícia a quem o Facebook concedia direitos reservados à sua administração. A Polícia, para aumentar o seu rendimento mensal, faz trabalhos particulares. O José Luís Saldanha Sanches dizia que, na província, o Ministério Público era correntemente capturado pelos poderes facticos e locais. Uma vez acrescentou que, na capital, também era e era ainda mais. Era em todo o lado. Receio que gostasse de ser capturado e, como o Ministério Público, a Polícia também gosta de ser capturada....