A minha primeira consulta com a Dr.ª Joana Guimarães foi na clínica de neuro-cirurgia do Dr. Rui Vaz. Foi a minha terceira consulta de neurologia nesta clínica. "Já percebeu que esta é uma clínica de neuro-cirurgia, não de neurologia?!" Disse-me isto com extrema severidade. E a consulta foi isto. No fim, marcou-me a consulta seguinte no Hospital de S. João. A consulta seguinte não foi bem uma consulta, foi mais um exame. Punção lombar, chama-se o exame. Tudo pronto para a punção e atira-me um "Dispa-se!" Em silêncio olhei para ela. Não me disse nada. A enfermeira, ao seu lado, diz-me: "Não precisa despir-se todo, basta descobrir as costas". Se tivesse sido só isto não o estava agora aqui a contar.
A "comprovação científica" não me faz falta nenhuma. O dinheiro está-me a fazer alguma falta para me tratar e curar. Nem é o que parece ser. Tanta coisa que há com comprovação científica e que, no entanto, não tem a "comprovação científica" deles. É algo muito específico. Uma burocracia. Quando até há comprovação científica, uma redundância. Supérflua. Não ética, Supérflua, não interessa ao negócio. Mas é não ética. É com base nesta "comprovação científica" que se recusa tratar e curar. Por vezes até há a tal "comprovação científica" deles e eles dizem que não há (ou não tem) "comprovação científica". Percebi que os melhores tratamentos não têm "comprovação científica". Os melhores de todos não são sequer "científicos". "Comprovação científica" é uma grosseria. É negação de tratamento e cura. O medicamento que eu tomei tinha "comprovação científica". Mas não para Esclerose Múltipla Progressiva Se...
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